sábado, 26 de julho de 2008

CAPÍTULO DEZ – O FIM... FINAL!! [parte 4]

 Frejat - amor pra recomeçar


Rick dá um suspiro de alívio, que não passa despercebido por Nicky.
- Só me fala uma coisa Rick. Você me contou de Andrey para me magoar, ou por outro motivo?
- Te magoar? Não. Só quis te ajudar. Apesar de você não acreditar, tenho um bom coração que bate atrás de toda essa beleza. – eles riem do comentário.
- Ah sim. E também detrás de toda a sua modéstia.
- Acho que é a primeira vez em anos que conversamos como duas pessoas civilizadas. – ele fala, agora sério.
- Que tal começarmos do começo. Afinal, cidade nova, escola nova, vida nova. Vai ver que amadureci, não sou mais aquele moleque que acha que todas morrem por ele. Agora tenho certeza. – eles riem - Estou brincando. Falando sério agora, o que acha?
- Será que mudou mesmo?
- Podemos tentar, não? Bom, prazer me chamo Ricardo. Rick para os íntimos. Pode deixar que quando chegar na fase de intimidade necessária para me chamar pelo apelido eu te aviso.
- Ok, vou esperar ansiosa. – ri com gosto. – Eu me chamo Nicole, mas os mais íntimos me conhecem como Nicky. Também te aviso quando chegar ao grau de intimidade necessário para a mudança de nomeação.
- Combinado. Aceita sair comigo hoje? – ele pergunta.
- Sair? Por que não. Onde me levará?
- O que acha de começarmos pelo o RU? Um belo e romântico almoço no RU. O que acha?!
- Acho que não teria lugar melhor.
Rick sorrindo, se encaminha de volta à sala de aula, mas antes de entrar se vira em direção de Nicky e fala:
- Não saia sem mim, Nicky.
- Já sou Nicky para você?
- Sabe, pego intimidade fácil. Ah, e já pode me chamar de Rick.
E sem dizer mais nada ele entra na sala. Nicky fica mais um tempo lá fora, tentando controlar o sorriso bobo que tinha no rosto. Só minutos depois ela volta à aula, e não consegue se controlar e dá uma olhadinha em direção de Rick, antes de sentar em seu lugar. Aula que nada. Não queria saber de conjugação, verbos imperativos nem nada. Só tinha um pensamento na cabeça. Nunca um almoço no RU seria tão esperado.

Vejam como será “romântico” o almoço no RU!

[fim do capítulo dez e, quem sabe, do blog!]

sexta-feira, 25 de julho de 2008

CAPÍTULO DEZ – O FIM... FINAL!! [parte 3]


Nicky riu com gosto e balançou a cabeça afirmativamente.
- Pin já tinha me contado esse fato.
- Esse Pin é o calouro?
- Sim, ele mora comigo. É ele quem eu procurava.
- Ah, conheço ele por Pin e não Malcon.
- Não sabia que ele usava esse apelido aqui também.
- Ele é ótimo.
- É mesmo... – Nicky olha para o relógio. – nossa já ta na minha hora. Daqui a pouco começa minha aula de português. Brigadinha por me ouvir, hein.
- Estamos às ordens. Nossa! Agora que lembrei, como você se chama mesmo?
- Ah é, nem nos apresentamos. Então, prazer me chamo Nicole, mas pode me chamar de Nicky.
- Prazer Nicky, sou Aline. – diz a comunicóloga, aos risos.
Se despediram e Nicky seguiu seu caminho rumo à aula. Enquanto caminhava, pensava em tudo que sua nova amiga tinha dito, principalmente as que se referiam a Rick.
Nicole entra na sala decidida. Conversaria com Rick e veria onde tudo isso daria. Afinal, já saíra com um garoto de programa, tinha um vídeo dançando o créu no youtube, se abriu com uma completa estranha, então qualquer outra coisa que fizesse a seguir não seria tão espantosa assim, não tinha nada a perder mesmo.
- Rick, Rick... – ela cochicha para o garoto ao seu lado.
- Sim... – ele sussurra.
- Preciso falar urgentemente com você.
- Tem que ser agora?
Nicky balança a cabeça afirmativamente, e sai da sala. Uns minutos depois, Rick faz o mesmo.
- E ai?
- Oi. – Nicky diz envergonhada.
- Oi – ele responde estranhando tudo. – Você está bem, Nicky? Quero dizer, com tudo que aconteceu...
- Sim, conversei com ele e tudo ficou bem. – ela responde distraída. Na verdade estava pensando em outra coisa mais importante, como de que forma me “declararia” para Rick.
- Como assim ficou tudo bem? Não acredito que você o perdoou. – Rick se descontrola.
- Perdoei, não sou ninguém para condenar o que ele faz...
- Ah claro, a santa Nicole. Que importa ter um namorado que te trai com metade da cidade, nada né? Nada comparado ao quanto que você gosta dele...
- E isso te incomoda? Você se importa? – Nicky arrisca com o coração na mão, enquanto espera a resposta.
- Como assim? Faria alguma diferença eu me importar?
- Me responde primeiro.
- Você gosta dele? – ele continua perguntando.
- Não. Você não me deixou completar. Eu o perdoei, mas não voltei com ele. Se eu gostasse mesmo nunca iria perdoá-lo por mentir para mim.

[continua...]

segunda-feira, 21 de julho de 2008

CAPÍTULO DEZ – O FIM... FINAL!! [parte 2]


A futura advogada vai se acomodando em uma das cadeiras quando é advertida pela nova amiga.
- É melhor se sentar no banco, essas cadeiras são bem suspeitas.
Nicky senta no banco e começa a contar sua história.
-... E depois de tudo isso, ele aparece lá em casa de pedindo perdão, mas sei lá... Sabe, estava pensando e, fora os chifres, o que mais me incomodou foi descobrir tudo pelo Rick. Por que tinha que ser logo ele? Foi aí que me dei conta de que não fiquei com ciúmes, só raiva pela vergonha.
- Olha, sua história é bem... Forte. Mas percebi uma coisa. Durante todo seu discurso, esse tal de Rick aparece, e você fala dele com mais intensidade do que do próprio Andrey. Sei lá. Sua raiva por esse Rick, me pareceu mais forte que seu amor por esse tal de Andrey. Será que você não estava com esse profissional do sexo só para fazer ciúmes no Rick?
- Não... – Nicky responde sem muita convicção. – Eu gostar do Rick é impossível!! Talvez em alguma parte da minha adolescência burra eu já tenha tido uma quedinha por ele, mas agora é impossível. Eu o odeio. E outra, nem que fosse desse jeito, que eu tivesse tentado fazer ciúmes nele, nunca iria funcionar. Ele nunca sequer deu uma olhada em mim.
- Acho que você está enganada. Olha o leilão, essa implicância boba, e até o alerta que ele te deu, dá para perceber que ele gosta de você, só não sabe como fazer para demonstrar isso.
- Acho que você está errada. Ele só quer ver minha cara de boba. Tudo que ele fez foi para implicar comigo. Essa coisa do Andrey, com certeza disse para ver minha cara de idiota.
- Se fosse isso, se ele quisesse mesmo fazer você passar ridículo, você não acha que ele teria feito isso na frente de um monte de gente? Isso que seria um mico. Agora, do jeito que ele fez, pareceu apenas que ele quis abrir seus olhos.
- Não sei...
- Acho que sim. Mas estou morrendo de curiosidade, o que vai fazer com Andrey?
- Vou perdoá-lo. Afinal que sou eu para julgar a profissão dos outros?
- Então vai voltar para ele?
- Jamais. Claro que não. Eu posso até aceitar sua opção profissional, mas não sou moderna o bastante para namorá-lo.
- Hã bem. Quer saber de uma coisa, sou a favor total de Rick. Conversa com ele!!
- Acho que você é a admiradora mais fiel que Rick teve. E olha que a maioria com um olhar já cai aos pés dele.
- Fala isso não, tenho namorado... Mas ele é bonitão?
- Sim, até demais... – Nicky fala, sonhadora.
- Então menina, vá logo agarrar o broto. Senão conto para minhas amigas da sala que tem um broto gato a solta e elas atacam, sem dó nem piedade. Não sei se você está inteirada da situação crítica que nós da comunicação vivemos, é uma falta de homem de dar pena...

[continua...]

sábado, 19 de julho de 2008

CAPÍTULO DEZ - O FIM... FINAL!! [parte 1]


Nicky decidiu: seguiria em frente. Não podia continuar pensando em Andrey, nos seus chifres e nem na vergonha de ser namorada, ou melhor, ex namorada, de um amante profissional. Resolveu naquela quarta-feira ir à aula. Decidida a não ficar mais tempo em casa, ela sai uma hora antes da sua primeira aula começar. Com tempo livre, foi visitar Pin no Cemuni, prédio em que ele estudava. Caminhava tão distraída pelos corredores do Cemuni V, tentando ligar para Pin no celular, que não viu a menina que andava em sua direção. Como não podia deixar de acontecer numa situação dessas, elas deram um encontrão daqueles.
- Desculpa, estava distraída. – falou Nicky, ajudando a garota de cabelos curtos a pegar suas coisas que caíram no chão.
- Ah não, tudo bem. A culpa é minha também, vinha toda atrapalhada com essa tralha. – a menina pega sua bolsa cinza com uma rosa preta grande do chão. – Sabe, é Gentilli me mandando terminar a pesquisa, é o artigo científico de Martinuzzo, é o blog do Rafael Paes, é o seminário de jornalismo literário e, para completar, acabo de ter a milésima briga com o Túlio por causa do C.A. Essa rotina às vezes cansa.
- E eu que pensava que vocês viviam num mundo de maravilhas.
- Eu também pensava. Mas você não é do Cemuni não, né?
- Não, sou do CCJE. Estou procurando um amigo meu, ele tem aulas aqui. Você faz que curso?
- Jornalismo.
- O amigo que procuro também é de jornalismo. Conhece o Malcon? É calouro.
- Malcon??? Acho que não. Mas a Emo deve conhecer.
- Emo? – Nicky pergunta meio confusa.
- É o apelido carinhoso de uma amiga nossa, a AK. Ela é que conhece todos os calouros.
- Ahm... Vou ligar para ele de novo então, preciso muito desabafar.
- Desabafar? Olha pode não parecer, por eu às vezes falar um pouco demais, mas sou uma ótima ouvinte.
Nicky pondera por um tempo, olha para a garota mais uma vez e decide que vai desabafar com a desconhecida. Talvez é isso que ela precise, de uma opinião de fora.
- Você tem um tempinho? A história é meio longa.
- Para uma boa história? Claro que sim! Vamos ao C.A.
Nicky entra no CA observando tudo com curiosidade. Fotos de crianças pela parede, uma geladeira verde amarela e várias, várias grades de cerveja em um canto. Realmente o CA de comunicação era muito diferente do de direito.

[continua...]

sexta-feira, 4 de julho de 2008

CAPíTULO NOVE - MY BAD TRIP [parte 2]

Fico o dia inteiro naquela deprê. Depois que Caju foi embora decidi pegar um pote de sorvete e afogar toda a minha mágoa naquele chocolate. Vendo "Um amor para recordar", munida com milhares de calorias na mão, e chorando mais do que um BBB em dia de paredão, vejo um ser entrar no meu quarto.
-O que você faz aqui? - perguntei, não acreditando no que via.
-Nicky, quero te explicar... - disse Andrey, com cara de cão arrependido
-Explicar o que? E quem te deixou entrar aqui??
-Não sei o nome, ele apenas disse alguma coisa de duendes e saiu. Ele tá doidão?
-Tá, mas esse não é o ponto. Não tenho nada para falar com você.
-Nicky, juro que não contei porque... no começo pensei que você soubesse, nunca fiz segredo para ninguém. E depois, sei lá, quando percebi que você não sabia decidi não contar. Tive medo de você não entender...e eu estava me envolvendo tanto...
-E você achou que poderia levar essa mentira por quanto tempo?
-Não sei... Nicky me perdoa..
Aí ele fez a coisa mais brega que já vi na minha vida. Andrey se ajoelhou aos meus pés.
-Sai dessa Andrey, levanta!
-Mas você vai me perdoar?
-Perdoar? Por você ser um...
-Garoto de programa! E não, não quero que você me perdoe por isso. Quero que me perdoe por eu não ter te contado antes. Não tenho vergonha do que faço. É meu trabalho.
-Ah claro. E você acha que fiquei como quando soube? Não tenho preconceitos masss... Putz! Dividir meu namorado com sei lá quantas pessoas é... nojento!
-Nicky..
-Vai embora Andrey! Não quero escutar mais nada. Isso tudo foi demais para mim.
-Promete pelo menos que vai pensar?
-Se for para você sair logo daqui eu prometo.
-Certo... eu espero então.
Andrey me olhou uma última vez, com a mesma cara de cão arrependido de quando chegou e foi embora. Confesso que fiquei um pouco confusa. Senti raiva mas ao mesmo tempo fiquei mexida com essa visita. Ele realmente parecia estar sofrendo... Aaaaaah!!!

[fim do capítulo nove]

Trailer do filme "Um amor para recordar"

domingo, 29 de junho de 2008

CAPíTULO NOVE - MY BAD TRIP [parte 1]

Desolação. Este é o meu nome hoje.
Não consigo pensar em nada que não me lembre que estou, ou melhor, estava namorando um amante profissional. E não venham me dizer que sou quadrada, tradicionalista e essas coisas pois, convenhamos, uma coisa é as outras pessoas passarem por isso, outra beeeem diferente é 'vocêzinha' estar nessa situação.
Me tranco em meu quarto e dou graças a Deus por estar sozinha em casa. Deusinho, o que fiz para merecer isso?! Me fala. Olha, se eu colei chiclete na cruz ou coisa do tipo em uma outra vida, podia relevar né?! Eu nem sei o que fiz ontem, como vou pagar por algo que fiz a não sei lá quantos mil anos??
Estava em meus desvaneios mais estranhos quando ouço alguém bater na porta da frente. Ah não! Chegou alguém em casa. Deve ser o Pin, volta e meia ele tem aula vaga, oh curso abençoado o dele!!! Mas esses professores não poderiam escolher um dia melhor para faltar!? Estou sem paciência para ele, sua chapinha e suas inúmeras histórias sobre pretendentes cheios de amor para lhe dar. Poxa, apesar de não gostarem da fruta, têm aquilo, e aquilo vai me lembrar aquele... vocês me entendem né?!
- Alguém em casa???
Pára tudo, é uma alucinação ou estou ouvindo a voz do Caju? Gente, não vejo ele faz uma semana. Apesar de estar um pouco preocupada, movi apenas uns músculos, mas só para tampar minha cabeça com o edredon. Não queria ver ninguém.
- Sophia? Nicky... - ouço o barulho da minha porta sendo aberta.
- Não tem ninguém Caju. - falo debaixo do cobertor.
- Ai meu Deus, são os duendes então que estão falando comigo?! Se for, apareçam!! Nunca vi duendes. - percebo pelo tom de voz excitado que ele estava falando sério. Jesus, deve tá piradão.
- Ai, Caju, não são doendes, sou eu. - coitado..
- Oi Ni. Mas que bad trip é essa??? - pergunta Caju, se aproximando. Se até chapado ele se deu conta que estou mal, é porque meu estado deve ser de calamidade pública.
- Ah, Caju. Estava namorando um amante profissional. - desabafo.
- Que manero Nicky. Mó moderno isso.
- Não é maneiro. Imagina quantos chifres devo ter? Ah, Caju... - gente, quando em estado normal eu estaria desabafando com Caju? Nunca. Não que ele não seja um bom amigo... mas perceberam que uma conversa sana é um pouco complicado aqui?
- Pode ser... mas Nicky, como diria o filho do Chico Anísio, "Toda onda uma hora acaba. E é substituída por outra. Sempre tem uma dança do créu pra substituir a dança da garrafa". Você vai sair dessa bad wave e encontrar algo melhor... apesar de não saber bem se o créu é melhor que a dança da garrafa, mas vamos esquecer isso porque já ta demais para minha cabeça. - ele falou balançando a cabeça confuso.
Depois dessa cai numa crise de riso interminável. Caju podia não ser o melhor conselheiro amoroso, mas com certeza era o mais engraçado.
[continua...]

sábado, 28 de junho de 2008

CAPÍTULO OITO – DA FOSSA À REVELAÇÃO [parte 3]

Sai rapidamente da sala e fiquei esperando por Quiqui. Ela veio logo em seguida, trazendo bolsa e tudo. Antes que pudesse falar qualquer coisa, mostrei o bilhete do Rick.
-Rick é hilário mesmo – ela sorriu.
-Por acaso você sabe o porquê do Andrey me dar tanto bolo??
-Pow Nicky, com o emprego que ele tem fica difícil sobrar tempo. - senti uma certa ironia nisso.
-Eu sei, ele trabalha muito. Aquela empresa explora demais meu gatinho.
-Empresa?? - Quiqui caiu na gargalhada.
-Porque está rindo??
-Nicky, não acredito que você realmente não sabe de nada – a cara de espanto que ela fez me assustou -Você nunca desconfiou dos telefonemas suspeitos que o Andrey recebe?
-Poxa, sempre dei um desconto porque eram problemas de família ou trabalho.
-E que trabalho!! – Quiqui parecia uma hiena drogada de tanto que ria.
-Será que você pode ser mais clara?!
Ela então abriu a bolsa, pegou um jornal e separou a parte dos classificados.
-Isso são horas de ler jornal?? Anda, você me deve uma resposta!
-Sua resposta está aqui. - apontando para um anúncio.
“Moreno alto, bem dotado e malhado. A solução dos seus problemas. Prazer garantido. Com local. Cel. 8969-6969.”
-Eeei, mas esse é o celular do... Andrey!!! - me colore que eu tô bege!! Não tô acreditandooo.
-Bingo!!
-Então ele é...
-Garoto de programa, profissional do sexo, michê, acompanhante masculino...como você quiser chamar.
Puuuuuuutz!!! Todo mundo sabia que o Andrey é garoto de programa, menos eeeeeu?! Bem feito Nicole. Bom pra você aprender a não confiar em qualquer rostinho bonito. Aff. Apesar de tudo, dei graças a Deus por não ter me entregado aos prazeres da carne. Imagina se....não, melhor nem imaginar!!!
[fim do capítulo oito]


*Amante Profissional - Herva Doce*, porque rir da desgraça alheia às vezes faz bem...às vezes!